quinta-feira, 17 de março de 2011

Fim de obra, casa com Chapisco


Chapisco foi o nome que eu dei ao mais novo habitante do nosso lar. Meu marido um fofo que é, me deu de presente de natal um filhinho lindo, de 2 meses, um gato da raça Persa todo cinza. Ele sabe que eu tenho paixão por gatos e esse é muito fofinho e gostoso. Fomos na feira de Caxias comprar caminha, comedor e bebedouro. Levei ele na veterinária para dar um super-banho, consultar e começar a tratar dele. Aquela coisa de vermifugar, tirar pulgas, vacinas...
La vou eu de novo, quem me conhece sabe que há pouco passei por uma experiência com uma cachorra da raça Labrador de doer meu coração. A nossa casa é pequena e ela exige muito espaço. A Surya estava aprontando mil e uma comendo tudo que via pela frente, destruindo tudo e exigindo demais a nossa atenção. Tinha que levar ela para passear na rua, dar banho toda semana, muito trabalho. Mas estávamos felizes por que ela era linda, alegre e companheira. O fim da picada foi ela ter derrubado minha mãe e a coitada ter quebrado o nariz. Doamos ela para um casal de amigos que tem um sítio em Guapimirim. A separação foi terrível, sentimos até hoje a falta dela. Mas não tínhamos lugar adequado para criá-la. Isso nos conforta. Sabemos que ela está sendo bem criada, de vez em quando podemos visitá-la e acreditamos que ela está mais feliz no novo espaço.
Um registro dela para matar a minha saudade.
A minha filinha quando chegou com 3 meses

...e um pouco antes de partir, com 8 meses.


Caramba, quanto tempo!?!

Saudade do meu cantinho, de escrever posts e ver comentários, mas quando comecei minha vida blogueira já previa que uma hora ou outra, esse “buraco” ia acontecer, tanto que resisti muito a criar. Mas eu não desisti. Sou BRASILEIRA, rsrs e estou de volta, tentando me redimir.
Meu sumiço teve dois motivos:
Um foi a grande operação de ocupação no Morro do Alemão e Vila Cruzeiro. Motivo nobre, diga-se de passagem. Muito trabalho, mas me orgulho de ter parte nisso. Eu sou jornalista e trabalho na PMERJ, não comento muito sobre trabalho, mas essa passagem vai ficar marcada não só na minha vida pessoal e profissional como na de muitos cariocas e brasileiros. Aquela comunidade e seus arredores precisavam de um freio, e foi o que foi feito. A operação começou dia 28 de novembro, um domingo. Essa fase acompanhei de casa, pois não era meu plantão no fim de semana. Na segunda feira fui para a sessão normalmente, mas logo foi preciso estar lá em Olaria e acompanhar de perto as apreensões que chegavam a todo momento e as mais inusitadas pautas. Sem pc não dava pra contar sobre essa experiência on time. Fiquei dias sem computador, sem ver emails...
A todo momento meu chefe falava com a imprensa de prontidão no batalhão. Eu o atualizava e corria atrás de novidades para ele falar. Isso é rotina. Só não esperava que “O Pânico na TV” e o “Casseta e Planeta Urgente” fossem aparecer. O negócio tomou uma proporção tal que até Ana Maria Braga e Luciano Huck foram fazer seus programas de lá. Enfim, saí da rotina, acredito que meus colegas de profissão também. Mas valeu cada minuto estar lá. Me orgulho do meu trabalho e da nossa Polícia. Abaixo alguns registros dos "bastidores".

Gravação da turma do Casseta & Planeta Urgente! Último ponto do programa
foi gravado na última estação do teleférico do Complexo do Alemão

Gravação do Superpop! Passeio de Caveirão ... 
 
...na rota de fuga usada pelos bandidos na Vila Cruzeiro
Pessoal do Pânico "presidente Lula e Marina Silva", rs


O segundo motivo foi minha “obrinha”
Meu marido é arquiteto, imagina se não fosse. Ele tem o dedo podre para escolher pedreiro e eu, imagina, só me aborreço com o nosso azar. Para resumir o papo trocamos de pedreiro quatro vezes e isso por que tivemos indicação de uns e outros fora os da própria obra do marido. Mas acabou, dias antes do ano novo, mas acabou. E o nosso quarto ficou uma graça. A parede ficou do jeito que eu queria. Ela ainda tá "pelada", além de estar dura, estamos na maior dúvida no que escolher para alegrar essa parede.


Depois de passar por esse turbilhão de emoções, me deu mó preguiça de reavivar todos esses assuntos “velhos”. Hoje, repentinamente me bateu uma vontade de escrever sobre esses momentos e postar! Afinal, quero manter esse espaço, poxa!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Filho de Grego


Nunca entendi porque minha sogra mantinha em sua cozinha copos de geleia. O famoso cristal da Imbasa era maioria na casa, só quando havia alguma recepção mais formal, ela usava aqueles jogos que ficavam guardados.
Na minha casa, antes de casar eu e minha mãe usávamos copos legais. Alguns ainda do casamento dela. E fora isso ela tava sempre comprando, atualizando, era tranquilo. Claro, sempre tinha um ou outro de requeijão ou os do gênero, para medida de alguma coisa, receitas e tal.
Eu prometi a mim mesma que na minha casa não usaria copos aproveitados. Simplesmente decidi isso.
Depois de mais de um ano de convivência com Jorge, vi que o hábito da minha sogra era em parte culpa dele. Isso porque ele desanimava a coitada a usar copos legais, e fazia isso com as próprias mãos. rsrs
Nós ganhamos de casamento louças lindas. Copos de suco, chicaras, pratos e talheres foram praticamente todos colocados em uso. De um jogo de oito chicaras só tenho 5. De seis copos de suco, só tenho 1. E de vez em quando segue desfalcando um pires aqui, uma chicara de café ali, um garfo (isso mesmo) acolá.
Antes eu não entendia por que as melhores coisas ficam guardadas. Eu acho que na maioria das casas o pessoal guarda a louça e usa utensílios mais casuais. Para quê, para quem e para quando ficarão? Tá, agora entendi.
Viva o cristal Imbasa, seja bem-vindo em minha casa!